Poema Ana Carolina
"Te
olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente.
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você
foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma
fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros
dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se
houvesse possibilidade de me inventar de novo. Desculpa, desculpa se te
olho profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais nos
seus traços.
A ponto de ver a estrada onde ficam seus passos.
Eu não vou
separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre,
quente.
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente."
Ana Carolina
Lindo! Ganhou uma fã!
ResponderExcluirEva
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