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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Poema Ana Carolina

"Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente.  Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.  Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta.  Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.  Até onde posso ir para te resgatar?  Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo. Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.  A ponto de ver a estrada onde ficam seus passos.  Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!  Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.  Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente." Ana Carolina